A morte, com seus mistérios, faz parte da vida. É o fim para todos os seres vivos conhecidos da Terra. Porém, o que acontece depois e como celebrar a morte varia de religião e cultura. As religiões de matriz africana, que vieram da época da escravidão no Brasil, também têm um dizer sobre o assunto. Neste artigo da Central Crematórios, conheça mais sobre a religião do Candomblé e sua visão sobre a morte!
A palavra “Candomblé” é derivada da língua bantu. Se separada em sílabas significa: casa, terreiro, e pequeno atabaque, mas também “dança”. Portanto, é como se fosse uma “dança com atabaques”.
A religião teve origem na África, em meados do século XVI e possui uma vasta e rica cultura. Trazida ao país pelos africanos escravizados, suas divindades, os orixás, normalmente são reverenciados por meio de danças, cantos e oferendas. O candomblé tem muitos adeptos no Brasil, das mais variadas raças, não só da negra.
Na interpretação do Candomblé, morrer é passar para outra dimensão. Aqui, o espírito fica junto com outros orixás e guias. A religião trabalha com a energia da natureza presente entre Àiyé, a Terra, e o Órun, o céu.
No Candomblé, a morte não significa a extinção ou o esquecimento. Morrer é uma simples mudança de estado, de plano existencial. A religião, assim, considera a morte como uma continuidade de um ciclo.
O corpo deixa de ser matéria para se tornar um espírito. Na doutrina das religiões de matriz africana, como o Candomblé, um iniciado vem da terra e para ela deverá retornar. Desse modo, a prática da cremação para praticantes é proibida.
Quando uma pessoa da religião morre, existe todo um culto que deve ser realizado por um líder espiritual antes e depois do falecimento. Os rituais são longos e complexos, mas como o Candomblé vem de tradição oral, não há um dogma específico. Todo esse processo visa a volta do espírito para outra vida, pela reencarnação.
Como o Candomblé, existem religiões que não aprovam a cremação. Porém, existem outras que a aceitam e até preferem que assim seja feito. Para aqueles que não seguem dogmas religiosos, ainda existe a preferência pela cremação por questões ecológicas. Seja como for, entender mais sobre as diferentes visões sobre a morte ajudam a respeitar o falecido. Seja por sua religião ou por suas crenças pessoais, todos merecem respeito nessa passagem da vida.
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