A cultura ocidental diverge bastante dos rituais japoneses. Uma das maneiras de constatar isso é observar como ocorre o funeral no Japão. Enquanto no país os costumes fúnebres têm influência das religiões budismo e shinto, aqui temos o catolicismo. Além disso, a cremação é considerada a forma mais respeitosa de partir.
Nesse sentido, a Central Crematórios preparou este artigo para você entender como ocorre o funeral no Japão. Tem curiosidade e quer saber mais a fundo? Confira este conteúdo!
Diferente de como ocorre no Brasil, o funeral no Japão começa antes do velório formal. Primeiro, acontece a otsuya ou cerimônia íntima. Essa é realizada na residência de algum membro da família e é apenas para os entes queridos. Tem como objetivo a prestação de condolências por parte de parentes e amigos.
Como forma de preparação, a família põe o falecido debaixo de gelo seco no dia anterior. Isso ocorre como modo de preservar o corpo, já que no Japão não é comum a prática do embalsamamento.
Após um dia da pré-cerimônia, começam os outros rituais do funeral japonês. O primeiro a acontecer é o velório ou ososhiki. Dessa vez, todos são convidados. No caixão são colocados objetos e comidas que o falecido gostava. E, durante a cerimônia, um sacerdote budista acende incensos e recita um sutra. Posteriormente, familiares e amigos se levantam um a um para rezar pelo falecido.
Depois do velório, os parentes (inclusive as crianças) dirigem-se à sala onde ocorrerá a cremação. Nesse momento, os demais convidados não devem estar presentes. O caixão é colocado na mesa do crematório e os familiares o empurram para dentro da câmara.
Enquanto o processo ocorre, a família espera do lado de fora. O tempo de cremação pode levar de uma hora e meia, em caso de adultos, a 15 minutos, para bebês.
Ao fim da cremação, a família volta para recolher os restos e transferi-los à urna. Caso sobrem alguns pedaços de ossos, os parentes devem recolhe-los com um hashi especial. Essa é uma das fases curiosas de como ocorre o funeral no Japão, já que sempre faz parte do rito. Essa etapa é chamada de kotsuage.
Essas cinzas permanecem durante 49 dias na casa da família. Geralmente, a urna fica junto a uma tabuleta de madeira que possui o nome póstumo do falecido. Essa nova denominação evita que a pessoa volte do mundo dos mortos quando seu nome for pronunciado.
Por fim, ocorre o enterro das cinzas, chamado na cultura japonesa de nōkotsu. Nesse momento, os familiares pegam a urna e a colocam na cova da família. A partir desse momento, será ali que ela ficará. No dia, um retrato do falecido também é colocado no altar budista da família (Butsudan).
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