Aquela ideia de funeral que temos, com todos de preto, tristes e chorosos ao redor do caixão, não acontece na África. O funeral tem a mesma importância que o casamento, necessitando de uma preparação e uma longa celebração. Afinal, são momentos importantes e emocionantes. Além disso, a questão cultural e de solidariedade deles é muito marcada até hoje. Está gostando? Continue lendo e entenda neste artigo como é o funeral na África!
Quando uma pessoa falece na África, a solidariedade de todos é sentida e a família enlutada recebe apoio até que de pessoas que não são íntimas ou mesmo que não conheciam o morto. Costumam participar familiares distantes, que viajam longas distâncias para assistir o funeral, pessoas da região, a igreja local e até transeuntes são bem-vindos.
Durante o funeral na África, é comum a família receber visitas diariamente, tanto para prestar respeito quando para ajudar com os preparativos. Por exemplo, como tem muita gente participando, é normal abater um boi para alimentar os convidados. Também são os convidados que cozinham a comida e escavam a cova. Tudo é feito em comunidade.
Já no dia do funeral na África, é realizado um culto na Igreja com a presença de centenas de pessoas. Após os procedimentos religiosos e o sepultamento, a comida é servida e todos se alimentam juntos, em comunidade. Esse apoio é importante para apoiar e prestar respeito à família enlutada. Vemos aqui, que o foco está nos que ficam e não nos que vão.
Os que realizam esse tipo de funeral na África acreditam na vida após a morte e nos espíritos ancestrais que seguem influenciando a vida dos vivos. Por isso, é importante ter práticas complexas de veneração e culto desses antepassados. É a forma de honrá-los e mostrar respeito.
Um ponto sobre esse tipo de funeral é que por ser longo, também é caro. E, por isso, muitas famílias se endividam quando perdem um ente. Para driblar esse lado negativo do funeral na África, alguns lugares estão retomando o ukuqhusheka, que é tipo um enterro secreto. Nesse caso, o corpo é enterrado no mesmo dia ou logo no dia seguinte, contando apenas com a presença dos familiares presentes no momento da morte. Após o enterro, a família ainda passa por uma limpeza para remover a “nuvem negra da morte”.
O funeral, em si, termina quando a pessoa é enterrada e a família é limpa. No entanto, em alguns lugares da África, a cada cinco ou sete anos acontece o famadihana, que traduzido seria algo como “virado dos ossos”. Nesse momento, a família exuma o corpo e celebra, para transformar dor em alegria e para demonstrar amor e respeito pelos antepassados.
Após a exumação, os restos são enrolados em mortalhas durante um ritual com músicas. Então, a família dança com o morto, como se fosse uma reunião de família, mas entre vivos e mortos. Essa tradição existe há séculos e os ajuda a compreender a finitude da vida humana e a lidar com a dor da perda.
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