A morte, com seus mistérios, faz parte da vida. É o fim para todos os seres vivos conhecidos da Terra. Porém, o que acontece depois e como celebrar a morte varia de religião e cultura. As religiões de matriz africana, que vieram da época da escravidão no Brasil, também têm um dizer sobre o assunto. Neste artigo da Central Crematórios, contamos um pouco mais sobre a religião do Candomblé e sua visão sobre a morte. Venha conferir!
A palavra “Candomblé” é derivada da língua bantu. Se separada em sílabas significa: casa, terreiro, e pequeno atabaque, mas também “dança”. Portanto, seria algo como “dança com atabaques”.
A religião do Candomblé teve origem na África, em meados do século XVI, e possui uma vasta e rica cultura. Trazida ao país pelos africanos escravizados, suas divindades, os orixás, são normalmente reverenciados por meio de danças, cantos e oferendas. Daí, entende-se o nome.
A crença tem muitos adeptos no Brasil. Isto é, das mais variadas raças, não só de pessoas negras. Nas senzalas, os escravos compartilhavam suas informações e práticas da religião, o que contribuiu para sua disseminação. Hoje, tem cerca de 3 milhões de adeptos pelo mundo, sendo, então, uma das religiões africanas mais praticadas no mundo.
Agora, vamos à questão que interessa: qual é a visão da religião do Candomblé sobre a morte? Em geral, seus adeptos acreditam que morrer é passar para outra dimensão. Aqui, o espírito fica junto a outros orixás e guias. A religião trabalha com a energia da natureza presente entre Àiyé, a Terra, e o Órun, o céu.
A morte não significa a extinção ou o esquecimento. Morrer é uma simples mudança de estado, de plano existencial, comandada por Ikú, a morte. Assim, consideram a morte como uma continuidade de um ciclo.
Na religião do Candomblé, o corpo deixa de ser matéria para se tornar um espírito. Na doutrina das religiões de matriz africana, como o Candomblé, um iniciado vem da terra e para ela deverá retornar.
Quando uma pessoa da religião morre, existem rituais que podem ser realizados por um iniciado na religião ou por um líder religioso. Eles são longos e complexos. Porém, como o Candomblé vem de tradição oral, não há um dogma específico. Todo esse processo visa a volta do espírito para outra vida, pela reencarnação.
Entre as principais práticas fúnebres da religião do Candomblé está o chamado axexê. Esse é um ritual que se realiza quando uma pessoa iniciada no candomblé morre. Ele é iniciado desde o processo de preparação do corpo para o enterro, depois ocorrem cânticos e outras práticas durante o primeiro ano de falecimento da pessoa. O objetivo é desfazer o que se possa ter sido feito na feitura de santo e permitir a liberação do Orixá protetor do corpo do falecido.
Como dito acima, existe uma crença de que o corpo vem da terra e a ela deve retornar após a morte. Desse modo, se pensar pelo lado religioso, a prática da cremação para praticantes da religião do Candomblé é proibida, ao contrário do praticado no espiritismo, onde basta esperar 72 horas para que o espírito saia do corpo e se possa realizar a cremação sem medo.
Como o Candomblé, existem outras religiões que não aprovam a cremação. Porém, também há aquelas que a aceitam e até preferem que assim seja feito, como o Hinduísmo. Para aqueles que não seguem dogmas religiosos, ainda existe a preferência pela cremação por questões ecológicas. Seja como for, entender mais sobre as diferentes visões sobre a morte ajudam a respeitar o falecido. Seja por sua religião ou por suas crenças pessoais, todos merecem respeito nessa passagem da vida.
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